Projetos Diversos

Seria muito bom que os sonhos que aqui serão expostos, pudessem ser transformados em verdadeiros projetos e concretos no decorrer do tempo. São sonhos? São factíveis? De qualquer maneira, os anos passarão e nós sempre olharemos aqui para ver se já podemos eliminar algum... por ele ter sido realizado.

Museu da História da Energia Elétrica no Estado de Goiás

Projeto (ou sonho) ousado de reaver para o Município a Usina Hidrelétrica do Vai-Vem, a 23 km do centro da cidade, em um sítio natural privilegiado, onde as águas do Vai-Vem não são poluídas. A Usina foi construída em 1914, 10 anos após o locomóvel que acendeu a primeira lâmpada elétrica na cidade de Ipameri e no Estado de Goiás e movimentou a primeira indústria movida e eletricidade. Como a hidrelétrica do Vai-Vem foi na verdade uma ampliação da capacidade de produção de energia, foi realizada pelos mesmos que em 1904 fizeram o maior feito da história de Goiás: Major Aristides Rodrigues Lopes e seus filhos Francisco Lopes e Edison Lopes.
No local dos mais aprazíveis que há pelas redondezas ainda há a barragem ainda com grandes possibilidades de recuperação, a Casa das Máquinas já em ruínas, ainda protege as turbinas e ferramentas que ali permaneceram durante todos esses anos. As máquinas também são passíveis de voltar a funcionar e a produzir inclusive energia elétrica.
O patrimônio fabuloso pertence, por algum motivo injustificável à CELG (Centrais Elétricas de Goiás) que nunca se interessou em sequer conhecer o patrimônio, que a cada dia se acaba e com ele o maior feito de pioneirismo de Ipameri - o que lhe deu o título de "Berço Cultural do Estado de Goiás".
Justificativa: Não há no Estado, excessão feita a um livro produzido pela CELG a história do desenvolvimento do Estado, que se deu tardiamente em relação a muitos estados brasileiros. Um Museu na localidade restaurada, teria autoridade para buscar junto aos demais municípios que vieram depois com a energia, a sua história, fotos, documentos e ter ali, sob vigilância do poder público, outro Museu singular com fortes razões para atrair o turismo: além da história da eletricidade no Estado com suas máquinas, turbinas, ferramentas, galerias de fotos, o local presta-se ainda a ser um local de lazer altamente rentável e que poderia ser arrendada parte para a iniciativa privada que se interessasse pela exploração do local. Restaurante, lanchonete, local próprio para a pesca esportiva e para acampamentos, seriam administrados exatamente pela iniciativa privada em área para tanto demarcada.

Museu Nacional de Cerâmicas Brasileiras

Projeto rascunhado por Luiz Alberto Costa, que consta da possibilidade de fazer contato com todas as cerâmicas produzidas no Brasil, buscando trazer sua história e peças que ilustrem a cultura que lhes deu origem.
Trabalho de fôlego que envolveria contato com todas as culturas brasileiras em uma área milenar da arte e que se conseguiria remontar parte expressiva desta história. Justificativa: além de ser a criação de um Museu singular, muito contribuiria com a oferta da cultura brasileira a todos e seria um grande atrativo turístico para o Município.

Investimento: Mão de obra disponível para os contatos e a organização dos históricos. Mobiliário adequado a exposição.
Local: Nas dependências da Cerâmica Artística Educacional Boa Nova.

Museu da Aviação

O primeiro avião a descer em solo goiano não aconteceu a propósito, mas motivado por um pouso forçado, próximo a então "Fazenda Modelo", a uns 8 km de Ipameri (onde hoje é o CEFET -Urutaí), segundo Joaquim Rosa no passado e Newton Marcos Leone Porto, com mais detalhes, fazem referência a este fato em suas obras. O piloto americano Orton Willian Hoover foi o responsável pelo feito.
Ipameri teve o seu Aeroclube com o Hangar Tenente Lima Mendes, tendo como os pilotos mais entusiastas, o Pacificador Firmo Ribeiro e o cidadão Vilázio Valença, dentre outros.
Ipameri, ao contrário do que se possa pensar, teve seu campo de pouso, incluindo seu Aeroporto, em três localidades: a primeira onde mais tarde foi o Hipódromo do Jóquei Clube, o segundo, no antigo e extingo "Moínho de Osso" (Charqueada, proximo à saída para Goiânia) e finalmente na localidade onde se encontra hoje, reduzido a um aeródromo, um simples campo de pouso para aeronaves de pequeno porte e somente para pousos diurnos. A plataforma de passageiros bem como a sede estão em ruínas, embora conservem sua originalidade.
Segundo o Professor, Escritor e Piloto Leone Porto, pessoas de Ipameri, amantes da aviação se postam em franca boa vontade para colaborar num projeto, já existente em nossas mãos, para a restauração do local da seguinte forma: a Casa sede seria transformada em um Museu que, com o apoio da referido, poderia também ser o primeiro Museu da aviação do Estado de Goiás. Ou poderia sediar um Museu mais amplo, como o próprio Museu Histórico, com ênfase na história da aviação em Ipameri.
Ressalta o Professor Leone Porto a necessidade que os estudantes de Goiânia e Uberlândia na área de aviação, tem que fazer suas horas de vôo em São Paulo, enquanto que, o aeródromo de Ipameri, passando um uma restauração que englobaria também a pista de pouso e a construção de sanitários, atender a essa grande demanda que tem que se locomover para tão distante para complementar as exigências de seus cursos. Esta possibilidade geraria renda que poderia custear a manutenção do Museu e tudo o mais que ai fosse necessário manter.
Esta seria mais uma grande atração turística para a cidade, sem contar o que poderia favorecer a empresários que poderiam visitar Ipameri, vendo-a com outros olhos, pela existência de um aeroporto em condições de pouso diurno e inclusive noturno.
Importante ressaltar que no passado o Aeroporto de Ipameri recebia aviões da VASP, Nacional, e o CAM (Correio Aéreo Militar) que muitos serviços prestou ao Estado, ao País e especialmente a Ipameri e ipamerinos.

Projeto Cinema

Ipameri teve o primeiro cinema do Estado de Goiás, antes mesmo do Cine Éden, do Sr. Waldemar Leone Ceva, Major Aristides Lopes já havia instalado em sua própria casa um projetor bastante simples, com adaptações feitas pela sua inteligência singular e já havia inaugurado a magia do cinema na cidade, para grupo de amigos e familiares, sem nenhuma pretensão de que fosse um cinema aberto a um público maior. Mais tarde o Cine São Paulo e finalmente o Cine Teatro Estrela, cuja iniciativa da construção foi de D. Querjina e Sr. João Estrela. O projeto foi arrojado para a época: o palco, a tela que suportava cinemascope nos anos 50, quando era privilégio dos grandes centros, as cadeiras de primeiríssima qualidade, o "pullman", local especial, com cadeiras de molas, para quem podia pagar mais. Todo cortinado e atapetado, foi o cinema mais moderno daquela época, comparando-se somente com os existentes nas grandes cidades do Estado, sem ser menor que nehuma. O advento do sinal de televisão e a chegada dos televisores em Ipameri, enfraqueceram as sessões semanais, a matinée e as duas sessões do domingo, cujas filas dobravam a esquina abaixo. Com o decorrer do tempo, enfraqueceu também o ânimo dos arrendadores que deixaram cair a qualidade das películas e finalmente as projeções não tinham mais nenhum atrativo e sem o público pagante tornou-se impossível pagar o aluguel do prédio e dos filmes, energia, funcionários etc. O cinema fechou e o prédio em arquitetura art dèco vai se acabando a cada dia, sendo conservado apenas a parte frontal ocupada pela Rádio Fênix e um barzinho. AS máquinas estão se acabando. O telhado do grande salão ruiu logo após a venda de suas cadeiras. Atualmente o cinema voltou a ocupar um espaço na vida das pessoas que quando vão a cidades maiores sempre vão ao cinema. Há um clamor na cidade pelo prédio e pelo funcionamento da casa de diversão com projeção de filmes. O que fazer?

Volte, acompanhe, dê sua sugestão. Os sonhos coletivos são ficam mais fortes
e suas chances tornam-se maiores...