Fatos Históricos

Origem de Ipameri

À margem esquerda do ribeirão "Vai-Vem", afluente do Rio Veríssimo, foram construídas as primeiras moradias da fazenda do Vai-Vem. Baseado nos documentos paroquiais e nos autos de inventários, levam à origem do arraial do Vai-Vem e que remonta ao ano de 1916. Constatou-se que, ao contrário do ocorrido em relação ao aparecimento de vários povoados e vilas interioranas surgidas em decorrência do estacionamento das bandeiras, para a exploração do ouro, o Povoado do Vai-Vem teve seu aparecimento naquela época, exclusivamente em função do agrupamento de homens dedicados à terra e à criação de gado.

O "Sertão de São Marcos", constantemente citado nos inventários entre 1812 e 1824, as suas referências passam pela "Fazenda do Vai-Vem", para depois se fixarem no "Povoado do Vai-Vem", termo do Catalão.

A partir de 1830 foi que as expressões oficiais passaram a ser de "Arraial de N.S da Conceição", termo do Vai-Vem, da Vila de Catalão, comarca de Santa Cruz , da Província de Goyas."

À margem esquerda do Ribeirão "Vai-Vem", afluente do Veríssimo, ergueram-se, desordenadamente as primeiras moradias ao redor da Casa-grande da Fazenda do "Vai-Vem", cujo nome vem da então denominação do Ribeirão. Os documentos paroquiais e inventários, autorizam concluir que a origem do aglomerado do Arraial do Vai-Vem remonta, portanto, o ano de 1816.

Os primeiros desbravadores se deslocaram em tropas, enfrentando o sertão, ribeirões e rios, das Minas Gerais e do próprio Catalão, buscando terras férteis às margens do Veríssimo, Braço e do Corumbá. Adquiriram ou assentaram propriedades, lavrando a terra, levantando moradias. A comunidade que se formou era agrária e pastoril. Entre os Rios do Braço e Veríssimo o Arraial surgiu isolado das terras mais altas, mais acessíveis às correntes migratórias.

Somente muito mais tarde em 1º de abril de 1833 a Resolução do Governo da Província de Goyas elevou a Vila e o Arraial de Catalão , as Fazendas do Vai-Vem e do Calaça (Campo Alegre) começaram sua participação na história da terra goiana, como distritos. E somente em 1870 foi o distrito elevado à categoria de cidade.

O nome de Ipameri

 

O nome primitivo “Vai-Vem” tanto pode ser originário dos constantes vai-vens dos índios locais (nativos) ou pode vir do curso sinuoso do Ribeirão com o mesmo nome.
“Entre-Rios”, posteriormente, por se localizar entre os Rios Corumbá e Braço. Este segundo nome mudou em decorrência de homônimos existentes em outros estados do Brasil, causando freqüentes problemas para os Correios na entrega das correspondências, especialmente porque àquela época ainda não havia o Código de Endereçamento Postal (CEP).
O Jornal “Ypameri” de 1926 narra que de passagem por Entre-Rios, o Monsenhor Inácio Xavier da Silva, José Vaz da Costa pediu-lhe que sugerisse para a cidade um novo nome. Foi na obra “O Tupi-Guarani na Geografia Nacional” de autoria do Engenheiro Teodoro Sampaio, e depois tendo o Monsenhor se dirigido diretamente a ele pedindo-lhe ajuda nesse sentido, surgiu então o novo vocábulo que é a tradução de Enre-Rios: “Y”: rio; “pan” “meri”: vão, espaço, entre. Por eufonia, foi suprimida a lentra “n” ficando então Ypameri, que significa o mesmo que Entre-Rios.
Mais tarde entenderam que se deveria trocar o “Y” que não fazia então mais parte do alfabeto português brasileiro por “I”, ficando então por Lei específica até a atualidade IPAMERI que igualmente significa “Entre-Rios.
Talvez por sugestão feita pelo Monsenhor Inácio  Xavier a José Vaz da Costa, Ipameri homenageou Teodoro Sampaio com a denominação de uma rua, cujo nome ainda é o mesmo até os dias atuais.
(Agora que o “Y” voltou ao alfabeto português do Brasil, considerando que existem duas cidades denominadas Ipameri, não seria o caso de voltarmos ao tão bonito e histórico “YPAMERI”?)

Histórico da Bandeira

Capela do Divino Espírito Santo

 

Escolhida pela Comissão oficial instituída pelo Prefeito Sílvio Lombardi conforme Decreto 04/81 Dentre outras, esta de autoria de João Veiga em 2 de dezembro de 1980 foi a escolhida e apresentou a seguinte legenda do autor:

"As cores amarela, branca, verde e azul tem o mesmo simbolismo das cores da Bandeira Brasileira, de cuja Nação o Município é célula mais que secular. Os semi-círculos em azul (superior e inferior) no centro da bandeira simbolizam os rios Braço e Corumbá, enre os quais nasceu o arraial que deram o nome de Entre Rios, ao município - hoje Ipameri, que quer dizer a mesma coisa. Os númveros no centro fixam, no tempo, a data da criação do Município e, ligados, simbolizam o tortuoso Vai-Vem que deu o primitivo nome ao arraial e ao distrito. Os rios que figuram no modelo desaguam naturalmente para o sul conforme a realidade potamográfica ou hidrográfica. Como se vê, não há simbolos fantasiosos ou irreais que não se vinculam à tradição e à história da terra. Os símbolos são geograficamente históricos...
...Não há que se conheça, bandeira de Nação, Estado ou Município com faixa central transversal, progredindo da esquerda para a direita o que torna a bandeira de Ipameri ÚNICA E INCONFUNDÍVEL".
DIMENSÕES:
Comprimento: 2,00 metros
Largura: 1,40 metros
Autor: João Veiga

Histórico do Brasão

Capela do Divino Espírito Santo

 

Escolhido pela Comissão oficial instituída pelo Presidente da Câmara Municipal, Vereador Ricardo de Oliveira Carneiro em 2010 através de Projeto de Resolução Legislativa 003/2011. Foi o trabalho escolhido e o autor apresentou a seguinte descrição:

Autor: Luiz Alberto Costa

 

Hino de Ipameri

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HINO DE IPAMERI

Letra: Benildo Masetti Música: Leonardo Cristino Sobrinho

Ipameri, terra de amor
Ipameri, terra de paz
Ipameri, com seu labor
Mais engrandecerá Goiás

Dos Caiapós ao dias que vivemos, quanto
Mudaste Ipameri querida;
Dos campos e das matas que tivemos, veio a
Cidade que nos dá guarida.

A brava gente que de amor se exulta,
Vem transformando seu viver perene a mesma
Gente que ao fazer-se culta.
Quer ver-te livre e para sempre indene.

Os homens que fizeram teu passado,
Sempre presentes em nossa lembrança.
São tão queridos e também tão amados,
Como os que são a tua esperança.
Dos rios caudalosos que te abraçam
Vem um sentido novo de grandeza.
São forças que emolduram, que congraçam, as dádivas
De tua natureza.

A senda que mostraste ao teu povo, de
Trabalho e de paz para a vitória, é o caminho
Para um tempo novo,
Um novo tempo para tua história.

Tudo o que és e que haverás de ser,
Desde teu berço até teu esplendor
São bênçãos para quem souber crer
No infinito poder do criador.

 

Os Imigrantes Estrangeiros

Ipameri no seu crescimento e pioneirismo tem a influência de colônias estrangeiras que aqui aportaram, vindos alguns que já residiam no Brasil, em diversas cidades, bem como aqueles que vieram diretamente do Porto de Santos com informações e referências para embrenharem no “Sertão de São Marcos” em viagens difíceis, especialmente antes da chegada da Estrada de Ferro – ou seja antes de 1913.

As principais colônias estrangeiras que aqui se radicaram foram: os sírios, que então eram chamados de “turcos” e que foi a maior colônia em número de famílias, bem como a responsável pelo desenvolvimento do comércio. No início esse comércio era o de “mascate”, que viajava em tropas de animais, comprando, vendendo e trocando produtos diversos. Mais tarde, melhor organizados e com as facilidades do progresso que chegou cedo a Ipameri, eles passaram a ter suas casas de comércio: lojas de utilidades domésticas, de tecidos, armazéns de secos e molhados, enfim, supriram a cidade do necessário e também traziam o que se constituía em moda nos grandes centros do país. Alguns se dedicaram à industria de beneficiamento de arroz e café além de Laticínios.

A colônia dos Espanhóis que se dedicou especialmente à construção civil e à indústria;
A colônia dos Alemães que se dedicou dentre outras atividades à Indústria;
A colônia dos Italianos que se dedicou igualmente à Indústria.
Alguns portugueses estiveram presentes nas atividades comerciais e na prestação de serviços;
Alguns japoneses se dedicaram à agricultura e ao comércio de secos e molhados;
Uma família da Tchekslovaquia que aqui se radicou, dedicou à prestação de serviço na área da relojoaria, cofres, confecção de chaves e outros serviços especializados.

Tão forte e grande foi a influência dos imigrantes estrangeiros que houve uma miscigenação natural e dificilmente em Ipameri, nos dias atuais, não existe algum grau de parentesco com um estrangeiro ou de sua descendência.

Outra grande marca deixada pelos imigrantes além do progresso pela força do trabalho e dedicação incansáveis e perseverantes, foi o traço moral por índole e tradição e o amor que tiveram por Ipameri, pois raros os que se mudaram, a maioria aqui foram sepultados, merecendo de todos os ipamerinos natos a gratidão e o respeito pelas marcas indeléveis que aqui deixaram.

Festas Tradicionais

Janeiro (Primeira Semana) Folia de Reis – Ainda persistem dois grupos que mantém esta tradição;
Junho (festa móvel) Arraiá da Catedrá que veio suceder o tradicional “Arraiá Du Quarté”;
Julho – Exposição Agro-Pecuária
Agosto (9 dias de festa culminando no dia 15 ) Festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora DÁbadia;
Setembro ( 12) – Aniversário de emancipação político-administrativa (que se deu em 1870)