Curiosidades Históricas

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"Jardim de Ypameri"

Foto rara e curiosa assim denominada no Almanaque Eu Sei Tudo de Maio de 1926: "Jardim de Ypameri".

A informação que obtivemos a respeito deste memorial é que ele foi construído pela Colônia Árabe como um marco de sua chegada ao Brasil e em Ipameri. Informações de pessoas mais idosas que se lembram que realmente havia esse monumento, sem contudo dar mais detalhes. Observando na foto original, com o zoom possível, constatamos o monumento se reveste de muitos detalhes arquitetônicos: desenhos, modelagens em alto relevo, característicos de várias construções dos anos 20 na cidade.O que mais nos chama a atenção é pensar com que propósito este belo patrimônio foi demolido? Por quem e a propósito de quê, se o local ficou vazio?

Se algum ipamerino ou visitante tiver outras informações a respeito, envie-nos para que possamos registrar este fato histórico curioso de Ipameri.

 

Chaminé da Roque & Edreira

Esta é a ponta da chaminé da maior máquina de beneficiar arroz da época e que pertencia Ramón Edreira Seara e Serafin Roque

As curiosidades aqui anotadas pela Sra. Maria Edreira são relevantes: "Em 1925 a firma empreende a construção de um imenso galpão ainda hoje existente, com terminal ferroviário próprio e a grande máquina de arroz importada da Alemanha e movida a locomóvel. Contrataram para instalá-la o técnico importado da Itália, Senhor Milanez, casado com D. Sofia, cuja família viveu aqui por muitos anos." (Do Livro "Relicário de Saudades e Lembranças" de Maria Edreira, lançado em 2008).Observe-se a técnica de construção da chaminé ainda existente ao lado do referido galpão: imensos tijolos arredondados intercalados por fileiras de tijolos também com a mesma forma em tamanho menor. O acabamento com tijolos colocados em pontas fazendo uma coroa ornamental.

Clique na foto e veja o galpão.

 

Ponte Ipameri - Caldas Novas

Construção da Ponte "São Bento" sobre o Rio Corumbá entre os últimos anos da década de 20 e início da década de 30 . Interligou os municípios de Ipameri e Caldas Novas, facilitando as viagens pela pitoresca e acidentada estrada e a travessia de balsa que era obrigatória até então. O nome foi também uma homenagem ao seu grande batalhador Cel. Bento de Godoy.

Clique na foto acima para rever a sua tapera antes da sua submersão nas águas, com a construção do Lago Corumbá em 1998.

Foto da Revista "A Informação Goyana", de responsabilidade de Henrique Silva.

 

Inauguração da Ponte "São Bento" em 1920. O Intendente de Ipameri Senhor Vicente Marot, designou através de Ofício datado de 29 de Janeiro de 1921, o Senhor Waldemar Leone Ceva para representá-lo na grande solenidade que houve sobre a ponte, conforme foto acima.

Clique na foto acima para visualizar cópia do ofício.

Foto da Revista "A Informação Goyana", de responsabilidade de Henrique Silva.

 

Prédios interessantes já demolidos

Pharmacia Santa Therezinha. Foto do Jornal Ypameri de 1926. Haviam 4 famácias em Ipameri nesta época.

Residência na "Vila Esther" - Não há nenhuma outra informação além de que era uma Vila bem situada. Foto do Jornal Ypameri de 1927.

10 Anos Antes da Construção da Nova Matriz

Os primeiros movimentos para a construção da nova matriz desde 1927.

O Projeto avançado de construção em 1936.
A nova Matriz do Divino Espirito Santo foi inaugurada em 1938.

Joaquim Rosa escreveu textualmente em sua obra inédita: Apontamentos para a História de Ipameri: "Um português culto, jornalista, aventureiro, aportado a Ipameri em 1926 lançou no dia 16 de Dezembro no cinema Éden-Ipamerino, a ideia da construção de nova Matriz. Da conferência com entrada paga, saiu a primeira comissão encarregada das providências iniciais. O mundo catolico ipamerino deve registrar com carinho um nome e uma data: J. Cruz Gomes, 16 de dezembro de 1926."

A NOVA MATRIZ DE YPAMERI

     "Na próxima quinta-feira, dia 8 de dezembro sob os auspícios de S Excia. Revdma. o Sr. Don. Manoel Gomes de Oliveira DD Bispo de nossa Diocese lançar-se-á solenemente a pedra fundamental do majestoso templo que Ipamery projecta a erigir à sua religião e ao seu Deus.
Projeto grandioso, o que bem demonstra o nosso clichê, a sua realização é um empreendimento que falla bem alto da piedade do elemento católico ipameryno e que dá mostras de seu enthusiasmo pelo culto instituído por Jesus de Galileia e que, emanado da Cidade Eterna, só tem sabido crescer e fortalecer-se através desses vinte séculos dissolventes impondo-se ao mundo por seus puros ensinamentos como por sua finalidade sublime.
Eis porque essa idéia embora um tanto em desacordo com os recursos do nosso Município longe de parecer-nos utópica e visionária, merece o nosso applauso franco e dá-nos a esperança de vermos em breve, a nossa querida cidadezinha a ter, bemaventurada, por coroa de seus progressos, um templo catholico digno della, do seu povo e sobretudo do seu Deus.
A velha Matriz de Ipamery, na sua rusticidade colonial de construcção quasi secular, contrasta agora rudemente com o aspecto geral da cidade toda ponteada já de construcções mais leves, mais elegantes e que a tornam mais coherente com o espírito e o tempo modernos.
Amamol-a portanto, porque, nessa sua rusticidade colonial de construção quasi secular foi que nos fez christãos, foi que nos baptizou e também porque ahí está a estimular-nos contando-nos a história edificante do esforço sublime de, talvez, meia dúzia de abnegados que a projectaram e erigiram muito embora se lhes antepusessem dificuldades que se não conhece agora, muito embora “até o prego de que precisasem fosse moldado na sua forja antiquada” e muito embora ainda ella representasse para o “Vae-Vem” da história mais que para Ipamery representa este templo majestoso cuja torre esbelta será como uma sentinella entre nós postada pelos céus para a nossa paz, para o nosso bem, para nossa tranqüilidade...
De há muito, o pensamento de se dotar nossa terra de uma nova igreja dominava o mundo influente ipameryno. Todos porém tendo a nítida visão da pobreza de recursos do nosso município continham-se na ânsia, no desejo de soltar o grito de – avante! do seu espírito de patriotismo, do seu coração religioso.
 Era preciso pois que um homem irriquieto, julgador menos apparelhado das difficuldades a vencer, apparecesse para soltar o grito tantos annos a custo reprimido... E este, aportou a nossa terra em dias de dezembro do anno passado na pessoa do senhor J. Cruz Gomes que, na sua inconsciência de recém-vindo, convulsionou a nossa terra alçando a bandeira dessa grande cruzada, em gritando – avante!
Desde então o mundo influente ipameryno tem se desdobrado em energias, fazendo em construcção da nova matriz uma questão de honra, uma cousa imprescindível.
E é assim que na próxima quinta-feira sob os auspícios de Sua Excia. Revdma. O Sr Don. Manuel Gomes de Oliveira, far-se-á solemnente após a Missa campal, o lançamento da primeira pedra da nova matriz de Ipamery." (Ypameri 4 de Dezembro de 1927 anno II número 78. Gerente-Proprietário Francisco V, Lopes Director Joaquim Rosa.)

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Créditos: Almanaque Eu Sei Tudo; Revista A Informação Goyana; Acervo da antiga Secretaria Municipal de Cultura; e Família Luiz Otelo Costa.